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Como poupar no Crédito Habitação

Crédito Habitação, como escolher o melhor?

Nos dias que correm, muitos são os que pretendem aceder ao banco e a realizar um crédito habitação. Contudo, nem tudo são boas notícias quando os empréstimos são cada vez mais recusados e quando as condições de acesso se afunilam em possibilidades quase reduzidas. Ainda assim, se quiser fazer um crédito habitação lembre-se que existem sempre muitos parâmetros a ser analisados e muitas condições a ser devidamente lidas. Senão vejamos:

O que é? O crédito à habitação é um contrato entre uma instituição de crédito registada no Banco de Portugal e uma ou várias pessoas individuais. Este contracto é, por norma, redigido inteiramente pelo Banco e define os termos e as condições do empréstimo, em particular os direitos e os deveres do titular desse empréstimo (o devedor). Para quem quer comprar casa é uma das decisões mais importantes que poderá ter de tomar uma vez que, por norma, o empréstimo para compra de casa se prolonga durante alguns anos.

Como poupar no Crédito Habitação

Para que pode ser utilizado? Para compra de casa, para construção da mesma ou ainda para realização de obras em habitação própria permanente (secundária ou de arrendamento). Também pode ser usado na compra de terrenos para construção de habitação própria e para outras finalidades, desde que o imóvel esteja sob garantia hipotecária.

Existe algum prazo máximo para o crédito? Quase sempre. Existem bancos que concedem um prazo máximo de 50 anos de crédito à habitação, desde que os clientes não tenham mais de 80 anos no final do prazo do empréstimo. Claro que o cliente deve ter em atenção o tempo máximo do crédito pedido, sendo que mais de 60 ou 65 anos é sempre um erro.

Se quiser considerar um prazo ideal, os 25 anos são o tempo durante o qual é aceitável ter-se um crédito à habitação uma vez que acima deste período o banco terá de proceder a um acréscimo do montante das prestações (que não parece real mas que, contas feitas, acaba por ser muito significativo). Exemplo: num empréstimo a 100 mil euros, a taxa é de 6% a 25 anos e de 18% a mais do que esse período – o cliente acaba por sair lesado.

E qual o financiamento que podem dar? O financiamento concedido pelo banco ronda os 75% e os 80% do valor total da casa, não havendo uma cobertura do valor total – o cliente tem sempre de dar uma entrada significativa.

Mas afinal o que é a prestação? É o valor pago mensalmente ao banco. Não existe outra modalidade de pagamento que não mensal e quem quiser, se tiver dinheiro disponível, pode ir abatendo esse montante (pagando mais do que aquilo que a prestação mensal exige e reduzindo, assim, o número de meses a pagar). Esta prestação é constituída por capital e por juros – no início existem muitos juros e quase nenhum capital e à medida que o tempo passa esta situação inverte-se, acabando o empréstimo com o total de capital para compra da casa.

Que termos devo reter?

Existem vários termos que se devem “descodificar”:

  1. Euribor: vai ouvir falar muito nela. Mas afinal, o que é? É o indexante base utilizado no cálculo das prestações do crédito. Existem euribors para vários prazos sendo que a mais utilizada em Portugal é a 6 meses. É uma taxa de referência que pode ser comparada entre vários bancos e deve sempre optar-se pela mais baixa.
  2. Spread: é o custo a que os bancos se financiam ou seja, a sua margem de lucro. Antigamente os spreads eram de quase 0% mas actualmente, devido à crise, o spread ronda os cerca de 5%). Quanto maior for o tempo de spread, maior será o seu valor.
  1. LTV: Loan to Value é a relação entre o financiamento/garantia, ou seja, a percentagem que o banco vai cobrir do valor total do empréstimo.

Em que banco me devo fidelizar? O banco depende das suas escolhas mas neste momento a Caixa Geral de Depósitos e o Santander Totta são os melhores bancos para realizar o crédito, sendo que os menos aconselháveis pelas altas taxas de spread são o Banif e o BBVA.

O que devo ter em conta? Tenha em conta as despesas que tem, o montante que ficará a pagar por mês e as garantias futuras que o seu banco lhe pode dar. Lembre-se sempre de comparar os valores oferecidos e as taxas cobradas, bem como as condições de amortização.

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