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Quer aprender a ser otimista?

O otimismo é uma forte ferramenta para o alcance do sucesso. Se é uma daquelas pessoas que tem tendência para ver apenas o lado negativo de tudo o que lhe acontece na vida, descubra como pode mudar de perspetiva e ser mais feliz.


Os cientistas e psicólogos não hesitam em afirmar: o otimismo é meio caminho andado para uma vida mais feliz. E a boa notícia é que pode ser aprendido mesmo pelos mais pessimistas.

Maria do Carmo Oliveira, psicóloga e fundadora do Clube do Optimismo esclarece quequando falamos em otimismo estamos a falar num otimismo realista e proactivo, em que eu espero que as minhas ações levem a resultados positivos. No fundo, é uma expectativa positiva em relação ao futuro mas que vai ter repercussões no meu estado mental e nas minhas próprias capacidades”. Portanto, não se trata de um otimismo irrealista que vê tudo cor-de-rosa, mas da construção de um estado de espírito positivo em que se veem as dificuldades, mas se procuram as soluções.

Sobre esta questão, Helena Marujo, coordenadora do mestrado executivo de Psicologia Positiva Aplicada do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade Técnica de Lisboa, admite que “há quem ache que basta pensar positivo e tudo acontece, tudo o que é bom fica atraído”, mas não é isso que a psicologia positiva defende. Advogar o pensamento positivo como a solução dos problemas humanos é, para a psicóloga, “reducionismo, por vezes até perigoso”, pois são vários os fatores que interferem na nossa forma de reagir aos acontecimentos que surgem ao longo da vida.

aprender a ser otimista

Ser otimista e desenvolver o pensamento positivo não é acreditar que vai casar com o George Clooney ou que lhe vai sair o euromilhões. Não é sinónimo de irrealismo ou de fuga à realidade. É uma forma de sentir e de pensar que o ajuda a acreditar em si e nas suas capacidades, levando-o a agir para alcançar as metas e objetivos que pretende de uma forma que está informada pela ciência e que não é apenas um discurso superficial e “new age”.

É sabido que às vezes, por mais que se esforce e empenhe, as coisas não resultam como deseja. É justamente aqui que o otimismo se revela: saber recomeçar, ser perseverante, ver oportunidades de aprendizagem nas dificuldades e face a um problema, agir para tentar resolvê-lo, descobrindo o seu lado positivo.

O otimismo aprende-se

Martin Seligman, considerado o pai da psicologia positiva disse: “as pessoas podem dividir-se em dois grupos: as que têm um ‘sim’ e as que têm um ‘não’ gravado no seu interior. Por sorte, parece ser possível ensinar às pessoas a reescrever o seu interior”.

Assim, se está a ler este texto e acha que é um pessimista por natureza, saiba que o otimismo pode ser aprendido. Os especialistas acreditam que a componente hereditária do otimismo é de cerca de 30% a 40%. O resto está associado ao ambiente em que crescemos e ao fator personalidade. Como tal, a capacidade de cultivar o lado bom das coisas, saborear os pequenos nadas e ser mais positivo depende de cada um, basta treinar.

Exercitar a gratidão, pensando nas coisas simples e no que existe de bom na sua vida, como a família, uma casa, um trabalho do qual gosta, uma conversa com alguém ou um passeio, é um exercício diário que lhe pode trazer mais bem-estar.

Outra forma de cultivar o otimismo é o cuidado com a linguagem. Ter atenção às palavras que utiliza, procurando contrariar frases como “as coisas nunca vão melhorar” ou “que horror, como é que vamos conseguir sair desta crise?”, substituindo-as por outras como “estou confiante que as coisas vão correr-me bem, porque tenho capacidades”, muda completamente a sua forma de comunicar e as relações que estabelece.

E, especialmente, ao atravessar momentos difíceis, precisa de acreditar em si, lembrando-se de todas as alturas no seu passado em que passou por adversidades e ultrapassou-as. Estas recordações trazem à sua consciência as competências de que necessita para lidar com os novos desafios com que se depara.

De acordo com as psicólogas, a chave do otimismo está em mudar o foco dos seus pensamentos substituindo-os por pensamentos mais positivos em relação a si mesmo, aos seus objetivos e ao mundo em geral. Atingindo este objetivo conseguirá mudar as suas emoções, os seus comportamentos, a forma como se relaciona com os outros e, assim, ser mais feliz.

Projetos positivos

E porque é fundamental passar da teoria à prática, são vários os projetos que têm sido desenvolvidos nesta área e que pretendem ajudar as pessoas a serem felizes. Helena Marujo tem coordenado diversas ações entre as quais se encontra o projeto VIP: Very Important Person – Valores, Influências e Projectos. Esta iniciativa pretende, através de simples conversas e da partilha de ambições e projetos, aumentar a auto-consciência, mobilização de recursos e sonhos não só das populações socialmente excluídas como dos profissionais que com elas trabalham. Para além disso, a psicóloga está também a acompanhar “um estudo internacional que envolve quatro países sobre a esperança, o envolvimento e o sentido de humor em alunos universitários, e outro sobre nações positivas – o que são e o que cada um está a fazer para construir esse bem-estar coletivo e comunitário”.

Também Maria do Carmo Oliveira tem desenvolvido vários projetos no âmbito do otimismo, nomeadamente um estudo sobre otimismo nas crianças e as várias ações de formação que são realizadas no Clube do Optimismo, quer para empresas como para o público em geral.

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