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Viver na cidade, nos subúrbios ou na aldeia, qual melhor opção?

Com o interior do país cada vez menos atractivo, e ao contrario da imagem que os midia querem fazer passar, da migração de pessoas da cidade para o campo, a grande realidade é precisamente inversa, as cidades e arredores da cidade estão cada vez mais ocupados por pessoas que vêm para a cidade deslocados das terras onde nasceram e viveram grande parte da sua vida, no começo da vida profissional, isto acontece muito, também é uma questão que se coloca a pessoas que pensam em casar-se ou recém-casados. Com este artigo pretendemos dar-lhe a conhecer os impactos de cada uma destas escolhas.

Viver na cidade ou subúrbios ou optar por zonas rurais?

Estas 3 realidades fazem parte de um dilema que grande parte de nós sente quando elege o sitio onde pretende viver, e é mais expressivo para quem trabalha nas cidades do Litoral, uma vez que no interior do Portugal profundo, estas opções não são tão difíceis de tomar  quer ao nível financeiro, quer pela oferta de qualidade de vida (que é muito superior numa cidade ou outro tipo de localidade do interior).

Passando à análise de cada uma das 3 opções:

1) Viver na Cidade

  • Viver nas Cidades Portuguesas pode ser bastante agradável, mas ao nivel financeiro, é muito diferente optar por viver na cidade de Chaves/Beja ou em Lisboa/Porto. Normalmente os custos de uma renda ou de uma casa nas Cidades é por norma superior ao custo de propriedades semelhantes em localidades mais pequenas, tais como: vilas e/ou aldeias.
  • As cidades do litoral normalmente possuem boas redes de transportes (Por exemplo: Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, entre outras) o que permite aos moradores optar pela utilização de transportes públicos, em detrimento da utilização do automóvel permitindo poupar algum dinheiro e evitando as colisões rodoviárias.
  • Na cidade normalmente a oferta comercial e diversões são mais abundantes que nos subúrbios, ou em vilas, contudo os preços são tendencialmente superiores, (por exemplo: restaurantes).
  • As cidades são sempre mais movimentadas e populosas, os níveis de stress aumentam, e o ruído é constante (exemplo: sirenes, movimentação de carros, etc)

2) Viver nos Subúrbios das Grandes Cidades

  • Em muitos casos os subúrbios das grandes cidades já se confundem com a própria cidade, quer pela oferta comercial, quer pelo alargamento da cidade. (Exemplo: viver na Povoa de Santa Iria é quase como viver em Lisboa).
  • Normalmente os preços das rendas e custo de aquisição de uma habitação nos subúrbios, são ligeiramente mais baixos do que os preços praticados na cidade.
  • Para quem pretende adquirir uma casa mais barata em Leilão imobiliário os negócios que vão aparecendo no mercado localizam-se habitualmente nos subúrbios, ficando muito difícil encontrar boas oportunidades nas Grandes Cidades (uma vez que o imobiliário urbano apresenta maior procura, logo menos ofertas em Leilão dado o elevado escoamento, por exemplo: No centro da cidade do Porto dificilmente encontra uma casa em Leilão, fora da malha mais urbana da cidade, existem excelentes opções).
  • Quando opta por viver fora da Cidade, tem de analisar as despesas que irá ter com as deslocações para o seu trabalho, os transportes públicos e oferta destes mesmos (que pode não ser a melhor) e os custos com portagens se for caso disso. Esta é uma das grandes diferenças que muitas vezes é esquecida. Por exemplo: viver no carregado e trabalhar em Lisboa, tem um custo mensal com portagens na ordem dos 35€ acrescido do valor do combustível e desgaste automóvel.
  • Outra grande desvantagem desta opção é as horas de sono (são habitualmente menores) uma vez que o acordar por norma é mais cedo assim como o deitar, de modo a chegar ao trabalho sem atrasos.
  • Se optar por utilizar o seu automóvel para se deslocar ou se tiver de o fazer obrigatoriamente, na maior parte dos casos sujeita-se às horas de ponta e as confusões geradas no tráfego, assim como, ao perigo de colisões rodoviárias

3) Viver em Aldeias/Vilas ou Cidades Rurais

  • Viver em zonas mais rurais independentemente do tipo de localidade em questão pode representar uma vida mais calma com menos stress, menos gastos a todos os níveis e acima de tudo viver num ambiente mais agradável e despreocupado. Contudo pode representar também na perda de inúmeras oportunidades  profissionais entre outras. Sendo de facto lamentável que um país com tanta cultura regional, obrigue de forma indirecta a movimentação de pessoas do interior para o litoral, devendo o sentido migratório ser o inverso. Por exemplo: Viver na Cidade da Covilhã pode ser bastante agradável e a oferta comercial de bens e serviços não é muito diferente, e nos dias que correm com a abertura do Data Center da PT existem muitas oportunidades de trabalho nesta Cidade.

Conclusão final:

Sendo este um assunto que abordamos, por já ter passado pelos 3 cenários a conclusão que retiramos dos factos expostos, é simples, não existe perfeição, cada caso é um caso, sendo certo porem, que cada uma das escolhas tem as suas vantagens e desvantagens optar por uma em detrimento da outra pode permitir poupar num aspecto mas obrigar a incorrer noutro tipo de despesas. Cada vez mais pessoas optam pelas grandes cidades em detrimento de cidades e localidades do interior, esta realidade pode vir a inverter-se e tornar a zona mais interior do país mais atractiva. Na maior parte dos artigos costumamos referir que não recomenda-mos qualquer tipo de opção, este artigo não é excepção, faça as suas contas e já sabe se passou/passa por este dilema pondere todos os factos muito bem antes de tomar a sua opção.

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